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ME CONTA é uma plataforma de financiamento coletivo instantâneo e facilitado

Nesse evento online, 12 projetos do Mercosul vão compartilhar suas ideias e por que elas são importantes para um mundo mais sociobiodiverso. As 4 propostas mais votadas pelo público receberão R$2.000,00 + o valor arrecadado com ingressos, tendo como única contrapartida contar, um mês depois, em que pé o projeto está.

O ME CONTA Sociobiodiversidade 2021 é um projeto da Associação Cultural Vila Flores e do AsSsAN Círculo da UFRGS, em parceria com o coletivo holandês WeTheCity, o Coletivo Maria da Paz, Cadeia Solidária das Frutas Nativas, Rota dos Butiazais, Rede RestaurAção, PAN Lagoas do Sul e PAT Planalto Sul. Ele é viabilizado com recursos do Projeto PANexus: Governança da sociobiodiversidade para a segurança hídrica, energética e alimentar na Mata Atlântica Sul, através da Chamada Nexus do CNPq e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações.

 
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COMO FUNCIONA?

1. você contribui com R$10,00 (se puder e quiser)
2. assiste ao evento online e às 12 propostas selecionadas pelo júri
3. você vota na sua favorita
4. as 4 propostas mais votadas ganham imediatamente R$2.000,00 + o que for arrecadado nas contribuições do público e um mês para tirar a sua ideia do papel
5. um mês depois, todo mundo que participou recebe um vídeo de cada projeto selecionado contando o que foi feito com o dinheiro
6. além disso, um vídeo registrando todo o processo será disponibilizado nos canais das iniciativas realizadoras.

 

QUEM PODE SE INSCREVER?

Qualquer pessoa que esteja disposta a promover a sociobiodiversidade no Brasil, ou no Mercosul, com uma ideia possível de ser realizada em até 1 mês com R$2.000,00. Serão aceitos projetos de 24 de novembro de 2021 a 31 de janeiro de 2022, nas seguintes categorias:

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Gastronomia Sociobiodiversa

A gastronomia sociobiodiversa está relacionada à cultura gastronômica do país, considerando as cozinhas que envolvem os conhecimentos de povos indígenas, de comunidades tradicionais, os produtos da sociobiodiversidade, como o pescado, o butiá, o tucupi, a guabiroba, a mandioca, a mangaba e tantos outros alimentos manejados nos diferentes biomas brasileiros. 

Nesta categoria são aceitas propostas de todo o Brasil que deem visibilidade à sociobiodiversidade usada nas cozinhas brasileiras. Podem ser propostas de iniciativas envolvidas em todos os elos dos sistemas alimentares sustentáveis, como os agricultores, indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais, beneficiadores de alimentos, feiras e espaços de comercialização, cozinheiras e cozinheiros, chefs, e/ou propostas que façam a integração entre os diferentes elos dessas cadeias, chegando aos consumidores.

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Da Mata ao Cotidiano

O Brasil apresenta uma imensa riqueza de biomas, ecossistemas e espécies com uso potencial no nosso cotidiano, além de grande diversidade cultural que maneja essas espécies e ambientes de forma sustentável. O “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 - Consumo responsável” preconiza a importância dos consumidores terem consciência da origem e das características de sustentabilidade das cadeias produtivas dos produtos que consomem. Em especial aquelas espécies e produtos oriundos de cadeias produtivas justas, que envolvam a agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais, empreendimentos e marcas que considerem estes princípios.
Nesta categoria são aceitas propostas de todo o Brasil que visibilizem diferentes usos da sociobiodiversidade como a cosmética natural, medicinais e condimentares, fibras, tinturaria natural, movelaria, sementes e viveirismo, agroflorestas, entre outros. Esta categoria também recebe propostas que difundem a importância de integrarmos o uso de espécies nativas ao nosso cotidiano.

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Butiá em Destaque

O butiá é uma palmeira muito utilizada para alimentação, produção de fibras, artesanato, inclusive foi responsável por parte da economia de muitos municípios no sul do Brasil e Uruguai por meio da crina de butiá para confecção de colchões e cordas para uso náutico. Ela é a principal espécie de formações vegetais denominadas butiazais, as quais estão sendo extintas. Para desenvolver ações de conservação e valorização pelo uso dessa espécie foi criada a Rota dos Butiazais, uma importante rede que envolve Brasil, Uruguai e Argentina.

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Arte/Artesanato PAN Lagoas do Sul

O território do PAN Lagoas do Sul compreende a região litorânea do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina. Neste território é característico o artesanato com fibras vegetais, escamas de peixe, petrechos da pesca e outros materiais elaborados  por artesãs e artesãos, entre eles grupos de mulheres, indígenas, agricultores, entre outros. Nesta categoria são aceitas propostas que venham a dar maior visibilidade aos artesanatos, artistas, ambientes e sociobiodiversidade deste território, podendo ser propostas desses  artesãos/artistas, e/ou propostas que façam o diálogo com essas produções.



A seguir maiores informações sobre o PAN Lagoas do Sul:


Conservação da biodiversidade e dos modos de vida sustentáveis nas lagoas do Sul do Brasil

https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/221963/001126554.pdf?sequence=1&isAllowed=y


Patrimônio socioambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí

http://onganama.org.br/pesquisas/Livros/Patrimonio_Socioambiental_Bacia_Rio_Tramandai_marco_2013.pdf

 

Quem faz o Me conta

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